Archive for the ‘Recomendações e outros lobbys’ Category

Vá ao teatro, mas não me convide (já estarei lá)

março 10, 2010

Meu caro amigo Paulo F continua em sua saga por um teatro bacana e sem frescuras. O que, diga-se, não é nada fácil. Afinal de contas, ele não é um autor badalado e tampouco conta no elenco de suas peças com algum global ou integrante do CQC. Como atrair as pessoas ao teatro, então? Com um trabalho de qualidade. E um bom exemplo está nas peças que ele encena no teatro Ruth Escobar, e que seguirão em cartaz até o dia 4 de abril.

Paulo F sabe como tratar as palavras, para dar a elas o peso ou a leveza necessária e para arrancar o riso ou a lágrima. Foi assim com suas peças anteriores: “Algo no Jeito Como ela se Move” e “São de Cera as Luzes da Cidade”. O mesmo acontece nas comédias com que tem trabalhado. Depois de dirigir “Mulheres, Bobeiras e um Ataque de Risos”, ele segue em cartaz com “Sedutor por Acaso”, escrita e dirigida por ele.

“Sedutor por acaso” mostra a história de Daniel, um rapaz tímido e inseguro, que curte uma longa fossa por ter sido abandonado por Linda, sua ex-namorada. As confusões em sua vida começam depois que ele é hipnotizado por seu analista e se transforma em um sedutor irresistível.

Paulo F. também está com outra peça, desta vez um infantil. “O Livro dos Sonhos” é uma interessante história sobre a importância dos livros, especialmente dedicado às crianças, hoje tão imersas na televisão e nos computadores. Nesta peça, a protagonista encontra personagens clássicos das histórias infantis, como o Capitão Gancho, o Coelho Branco (de “Alice no País das Maravilhas”) e Ariel, a pequena sereia, além de enfrentar o terrível Senhor dos Sonhos. O espetáculo utiliza recursos multimídia e efeitos especiais.

Não fique aí parado, encostado, enfurnado feito um bundão. Vai lá no Ruth Escobar! 

SAIBA MAIS

Sedutor por Acaso (comédia)
Texto e direção: Paulo F.
Teatro Ruth Escobar – Sala Miriam Muniz
Rua dos Ingleses, 209, Bela Vista, São Paulo-SP
Até: 4 de abril
Em cartaz: Sextas, às 21h30; Sábados, às 21 horas e Domingo, às 19 horas
Classificação etária: recomendada para maiores de 14 anos
Elenco: Aline Abovsky, Géssica Alvarenga, Júlia Mariano, Juliano Dip Lencioni, Paulo F. e Tadeu Pinheiro
Sinopse: Após uma experiência mal sucedida em sua sessão de terapia, um jovem nerd acaba se tornando um exímio conquistador, causando diversas confusões e maus entendidos em sua vida.
Duração: 60 minutos
Ingresso: R$ 30 
O Livro dos Sonhos (infantil)
Texto e direção: Paulo F.
Teatro Ruth Escobar – Sala Miriam Muniz
Rua dos Ingleses, 209, Bela Vista, São Paulo-SP
Até: 4 de abril
Classificação: Livre
Em cartaz: Sábados e domingos, às 17h40
Elenco: Maira Peres, Ferdi Mendonça e Flávia Suzuki
Sinopse: Para acabar com a tristeza que ameaça o mundo da imaginação, a pequena Lena viaja pelo mundo dos contos de fadas. O espetáculo utiliza recursos multimídia e efeitos especiais.
Duração: 50 minutos
Ingresso: R$ 20 (ou R$ 10 para crianças até 12 anos ou com até uma hora de antecedência)

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Comédia estreia sexta no Ruth Escobar

outubro 15, 2009

Clique aqui, imprima e pague menosPelo visto, meu amigo Paulo F. curtiu trabalhar com comédias. Depois de dirigir a hilária peça “Mulheres, Bobeiras e um Ataque de Risos”, ele agora surge com mais uma carta na manga. Trata-se da peça “Sedutor por Acaso”, que estreia nesta sexta-feira, dia 16 de outubro, no Teatro Ruth Escobar.

“Sedutor por acaso” mostra a história de Daniel, um rapaz tímido e inseguro, que curte uma longa fossa por ter sido abandonado por Linda, sua ex-namorada. As confusões em sua vida começam depois que ele é hipnotizado por seu analista e se transforma em um sedutor irresistível.

A peça é uma divertida comédia de erros, que brinca com o temas como relacionamento entre homem e mulher, insegurança masculina e a necessidade de terapias e métodos alternativos para descobrir quem somos.

Se você está a fim de rir a valer, fica a recomendação. Todas as sextas, às 22h30, no Teatro Ruth Escobar. A peça tem duração de 60 minutos. Ou seja, dá tempo de pegar o metrô e voltar pra casa.

Se você quiser um desconto especial é só clicar no banner aí em cima e imprimir.

SAIBA MAIS

Sedutor por Acaso (comédia)
Texto e direção: Paulo F.
Teatro Ruth Escobar – Sala Miriam Muniz
Estréia: 16 de outubro
Até: 11 de dezembro
Censura: 14 anos
Em cartaz: Sextas, às 22h30
Elenco: Antonia Futuro, Géssica Alvarenga, Júlia Mariano, Paulo F. e Tadeu Pinheiro
Sinopse: Após uma experiência mal sucedida em sua sessão de terapia, um jovem nerd acaba se tornando um exímio conquistador, causando diversas confusões e maus entendidos em sua vida.
Duração: 60 minutos
Ingresso: R$ 30

Paulo F. estreia espetáculo infantil

outubro 9, 2009

Paulo F, o incansável homem do teatro, resolveu morrer por excesso de trabalho, e estréia nos próximos dias duas peças, por meio de sua Muro Companhia Teatral: a comédia “Sedutor por Acaso” e o infantil “O Livro dos Sonhos”. A primeira a estrear é o infantil, já neste sábado, dia 10 e segue em cartaz até 13 de dezembro. A peça – com texto e direção de Paulo F. – entra em cartaz no Teatro Ruth Escobar, integrando as comemorações do Dia das Crianças.

A peça já havia sido encenada com exclusividade na Semana Britânica da Cultura Inglesa – unidade Tatuapé, que acontece anualmente. Os elogios pela montagem motivaram a companhia a colocar a peça em cartaz.

O texto conta a história da jovem Lena que, para acabar com a tristeza existente na Terra, viaja pelo mundo dos contos de fadas e encontra em seu caminho personagens clássicos das histórias infantis, como o Capitão Gancho, o Coelho Branco (de “Alice no País das Maravilhas”) e Ariel, a pequena sereia, além de enfrentar o terrível Senhor dos Sonhos. O espetáculo utiliza recursos multimídia e efeitos especiais.

A Muro Companhia Teatral surgiu em 2006, oferecendo espetáculos de fácil assimilação e a preços populares, proporcionando momentos de diversão, entretenimento e reflexão para crianças, jovens e adultos que não têm o hábito de freqüentar teatros.

O primeiro espetáculo encenado pela companhia foi “Algo no Jeito Como Ela se Move”, contemplado pelo Programa VAI da Prefeitura de São Paulo, em 2007. Em 2008, além de “O Livro dos Sonho”, a Muro colocou em cartaz o excepcional “São de Cera as Luzes da Cidade”, comédia dramática e musical inspirada nas canções do músico gaúcho Nei Lisboa, que cumpriu temporada no Teatro Ruth Escobar.

SAIBA MAIS

O Livro dos Sonhos (infantil)
Texto e direção: Paulo F.
Teatro Ruth Escobar – Sala Miriam Muniz
Estréia: 10 de outubro
Até: 13 de dezembro
Censura: Livre
Em cartaz: Sábados e domingos, às 17h45
Elenco: Daniela Ferrari, Ferdi Mendonça e Flávia Suzuki
Sinopse: Lena precisa salvar o mundo da tristeza e para isso embarca em uma divertida viagem, acompanhada por personagens clássicos dos contos de fadas. O espetáculo utiliza recursos multimídia e efeitos especiais.
Duração: 60 minutos
Ingresso: R$ 20 (ou R$ 10 com até uma hora de antecedência)

Waldick sem caetanismos

setembro 7, 2009
Waldick em seu habitat: o inferninho

Waldick em seu habitat: o inferninho

Faz um ano que assisti a “Waldick, Sempre no Meu Coração”, documentário sobre o cantor brega Waldick Soriano, durante a cobertura do Festival de Cinema e Meio Ambiente de Guararema. O filme, que entrou em cartaz na semana passada, marca a estréia da atriz Patrícia Pillar na direção e mostra o artista já combalido pelo câncer, que o mataria em 2008.

Fui para a exibição ao ar livre à espera de uma verdadeira bomba. Menos pela breguice extrema do biografado e mais pelo receio de caetanizarem o sujeito, assim como já fizeram com Odair José, Peninha e tantos outros, que de uma hora para outra viraram cult.

Na minha imaginação, o filme começaria com Caetano Veloso falando do quanto Waldick era injustiçado pelos “intelectuais da imprensa paulista” e como ele era um artista genuíno. Em seguida, apareceria o Tom Zé ou o Jorge Vercilo falando que ele é a “síntese do Brasil profundo” e que sua música era o retrato de um povo. Em dado momento, apareceria o Hermano Vianna ou coisa que o valha dizendo que Waldick Soriano lembrava Johnny Cash. Para encerrar o filme, várias bandas de rock descoladas fariam covers de “Eu não sou cachorro, não” e “Perfume de Gardênia”. Tétrico, pra dizer o mínimo.

Filme de Patrícia Pillar é um registro honesto sobre Waldick

Filme de Patrícia Pillar é um registro honesto sobre Waldick

Mas, graças a Deus, não foi nada disso o que vi em Guararema. O ambiente retratado no filme é uma cópia perfeita de seu personagem principal: ou seja, brega até a medula. Brega são as músicas, os locais onde Waldick se apresenta. Brega são seus fãs e, principalmente, boa parte das mulheres com quem se relacionou e que aparecem no filme.

Patrícia Pillar acompanha Waldick em vários shows. Nas cidades pequenas, ele canta na praça central, sempre lotada. Nas metrópoles, se apresenta em boates de quinta categoria, com aquele clima indefectível de inferninho, ainda mais realçado pelas suas músicas.

Entre uma apresentação e outra, a vida pessoal de Waldick vai se delineando na tela: boêmio e com fama de conquistador, o cantor vive sozinho no final da vida, por escolha própria, se afastando dos antigos amores e mesmo da família. Há cenas dele com seu filho, com quem tem uma relação tensa. Em dado momento, ele vira as costas, ignorando as queixas do filho, e começa a tomar um copão de uísque.

Os depoimentos dos fãs proporcionam os melhores momentos do filme: tiozinhos chapados se emocionam ao falar do ídolo. Prostitutas colocam vinis de Waldick para tocar enquanto esperam clientes na porta de casa. E por aí vai.

Ainda aparecem velhinhas acabadas lembrando de seu namoro com Waldick numa distante juventude, além da última grande paixão do artista, lamentando sua opção por continuar como um lobo solitário, mesmo corroído pelo câncer.

Patrícia Pillar estreou bem na direção, com um filme direto, sem frescuras, e que mostra o crepúsculo de um cabra macho, numa época em que, aliás, os homens vivem um tenebroso fim de feira.

All Star, canções e romances

agosto 28, 2009

Num universo literário repleto de livros de auto ajuda, esoterismos baratos e “minutos de inteligência” que beiram a demência, a literatura contemporânea vai se afundando em obras cada vez mais esquecíveis.

Entrar em uma livraria e procurar algo novo, mas de qualidade, é tarefa inglória. Talvez por isso o melhor da produção atual possa ser encontrada por outros meios. A internet, claro, é um deles. E é por meio dessa ferramenta que podemos encontrar algumas pequenas jóias.

Como por exemplo “Algo no jeito como ela se move”, romance do escritor, dramaturgo e chapa Paulo Ferro Júnior, ou simplesmente Paulo F. O livro traz aqueles ingredientes da vida pelas quais todos nós já passamos: a euforia, expectativa por algo bacana e importante que está por vir, as desilusões, a sensação de perder o chão sob os pés. Tudo descrito de forma cativante e especial.

Ric, Sky e tantos outros personagens deste romance são tão palpáveis como as pessoas que você pode encontrar pela rua. Nem por isso menos complexas, perdidas que estão nos sonhos produzidos pela grande cidade onde vivem, enquanto curtem seus livros, canções e amores prediletos.

O livro está à venda apenas pela internet, por um preço mais que camarada. Se antes de comprá-lo você quiser dar uma conferida, as dez primeiras páginas, incluindo o prefácio, estão disponíveis neste link.

Para comprar, é só dar uma clicada aqui. O livro é sensacional, recomendo!

Vanzolini e o fim da MPB

agosto 17, 2009

“Então eu queria deixar um testemunho, de um amor com a cidade e com o povo. Do povo, de cada um pessoalmente, eu não gosto, mas do povo no geral eu gosto muito”.

É com essa frase lapidar do velho zoólogo e compositor Paulo Vanzolini que tem início o documentário “Um Homem de Moral”, de Ricardo Dias sobre o próprio sambista. Não poderia ser melhor cartão de visitas para um filme interessantíssimo para quem gosta de samba e/ou se delicia com bons personagens reais retratados na telona. Nesta frase temos uma pequena síntese do trabalho: um belo filme sobre um personagem carismático e especial.

Paulo Vanzolini não é sambista profissional. Seu ganha-pão é a biologia. Mas com as músicas que compôs ganhou um espaço especial na música brasileira e sobretudo na paulista. Com clássicos como “Volta por Cima”, “Praça Clóvis” e “Ronda”, ele derrubaria a tese de Vinícius de Moraes de que São Paulo era o “túmulo do samba”.

Como cantor, Vanzolini era ótimo compositor...

Como cantor, Vanzolini era ótimo compositor...

O filme mostra cenas do cotidiano de Vanzolini, entrevistas em que ele como criou suas mais conhecidas canções e encontros musicais de todos os tipos. Entre uma cena e outra, aparecem trechos de espetáculos de anos anteriores feitos em homenagem ao cantor e cenas preciosas, como uma entrevista com seu amigo Adoniran Barbosa, falecido em 1982, e Paulinho Nogueira, também já falecido, interpretando “Valsa das 3 da manhã” .

“Um Homem de Moral” serviu não só para curtir um belíssimo filme, mas também para conhecer um pouco mais da obra do compositor, do qual sabia muito pouco. Serviu também para reforçar alguns conceitos, como o de grandes canções e compositores escasseiam com velocidade absurda, e que a MPB caminha célere para um fim indigno. Hoje só se vêem “filhos de peixe” sem criatividade alguma, cantores medíocres que se esmeram na arte da cópia e letristas metidos a Caetano Veloso – se o original é ruim, imaginem as cópias…

Ultimamente tenho me sentido um tiozinho, daqueles que só ouvem coisas velhas. Os sons novos são raros. Mas é de se pensar se isso é um reflexo da maturidade/velhice ou se é resultado da decadência musical de nossos dias.

Bom, vou pensar nisso ouvindo o tio Vanzolini, porque esse sabia das coisas.

John Willians é o cara!!!!

julho 20, 2009

Estava eu conversando com a patroa enquanto assistíamos a uns DVDs e eis que, num dos extras, aparece uma entrevista com John Willians, responsável pelas trilhas sonoras das trilogias “Star Wars” e “Indiana Jones”. Na minha modestíssima opinião, os temas originais estão entre os melhores da história de cinema: são empolgantes, muito bem executados, mas principalmente, se tornaram peças indissociáveis de seus filmes. Alguém consegue pensar nesses filmes sem que as canções-tema venham imediatamente à memória, e vice-versa?

Com o avanço da conversa, percebemos que tais qualidades têm surgido com frequencia cada vez menor. Boas trilhas existem, claro, mas nada que se torne uma marca registrada tão forte. Tanto que tivemos que queimar massa cinzenta para lembrar de outros trabalhos. Demorou, mas acabamos fazendo uma lista de Top Ten:

10) 2001: Uma odisséia no espaço: O número dez da lista, admitamos, foge um pouco das regras da lista (canções compostas exclusivamente para um filme). Mas a impactante “Thus Spoke Zarathustra”, de Richard Strauss, se tornou praticamente um personagem do filme dirigido por Stanley Kubrick. Hoje, a canção virou alvo de citações diversas em séries, em outros filmes e até em blasfemos comerciais de fogão no Brasil, sempre tendo como base a película de 1969. Strauss talvez ficasse muito puto, mas a verdade é que o tema foi vítima de uma curiosa apropriação indevida.

9) Superman – O Filme: Demorou um pouco para nos lembrarmos de outros temas clássicos para esta lista, mas quando a memória começou a esquentar, percebemos que dois mestres teriam seus nomes repetidos várias vezes. Um deles é Spielberg. O outro é ninguém menos que John Willians, que também assinou a trilha de Superman (dirigido por Richard Donner) e compôs sua música-tema. Willians, aliás, trabalhou na maior parte dos filmes de Spielberg, incluindo alguns que não estão na lista, mas também possuem grandes trilhas, como “Jurassic Park” e “A Lista de Schindler”

8) … E o Vento Levou: Para fãs de Trash 80’s e afins, a famosa canção composta por Max Steiner se reduziu ao tema de amor do Professor Girafales e da Dona Florinda. Mas para muitas gerações ela é a marca registrada do filme “… E o Vento Levou”, responsável por décadas pela maior bilheteria da história do cinema. O austríaco já era um famoso compositor de trilhas, responsável por musicar clássicos como o faroeste “Cimarron” e o primeiro “King Kong”, quando foi encarregado de compor os temas do épico sobre a Guerra de Secessão norte-americana. Steiner ainda seria responsável pela adaptação orquestral de outra canção que integra a lista.

7) Tubarão: Quem nunca se arrepiou com as ótimas cenas de suspense deste filme de 1975, devidamente acompanhadas de sua sensacional música-tema? Esta é mais uma das muitas parcerias entre Steven Spielberg e John Willians, sendo a mais antiga delas a fazer parte deste Top Ten. Em uma época em que os filmes-catástrofe eram moda, a dupla fez com que o filme atingisse um patamar superior, em parte graças ao aspecto musical.

6) Casablanca: A exemplo do que acontece em “2001”, aqui temos outra apropriação indevida, a belíssima canção “As Time Goes By”, de Herman Hupfeld. Mas o filme de Michael Curtiz praticamente abduziu a canção, que mais parece ter sido composta especialmente para ele, casando-se com perfeição com todo o ambiente anos 40 do filme e com as frases que também entraram para história do cinema (inclusive a célebre “Play it again, Sam”, que em nenhum momento é dita no filme). Max Steiner, autor do tema de “… E o Vento Levou”, ficou encarregado dos arranjos da versão orquestrada da música.

5) Psicose: Ok, não é bem uma “música-tema”, mas se a cena do chuveiro deste grande filme de Alfred Hitchcock tornou-se antológica, é graças ao seu não menos inesquecível fundo musical, que praticamente se tornou a trilha sonora original do medo. Tente ouvir esta música como fundo de alguma cena bonitinha e lúdica e verá como você ficará apavorado até mesmo com um inofensivo campo de flores. Cortesia de Bernard Herrmann.

4) O Poderoso Chefão: Se essa lista fosse sobre as melhores trilhas sonoras, Nino Rota certamente teria outros filmes citados. Mas foi na trilogia de Francis Ford Coppola que o genial parceiro de Fellini conseguiu criar um tema tão forte quando os inesquecíveis personagens da trilogia. E olha que estamos falando de filmes que têm Marlon Brando, Robert de Niro e Al Pacino representando os protagonistas. O ponto negativo para a canção-tema é que ela já havia aparecido em um antigo filme de Fellini, precisando ser adaptada para fazer parte da série sobre os mafiosos italianos.

3) ET, o Extraterrestre: Olha a dupla aqui de novo!!!! Em mais um filme de Spielberg, John Willians mostra como sabe criar canções que marcam profunda e definitivamente os filmes para o quais foram compostos. A cena em que Elliot e seus amigos conseguem voar em suas bicicletas para salvar o ET da polícia está, sem dúvida nenhuma, entre as maiores da história. E a canção-tema é parte indissociável deste quadro. Por tudo isso, o pódio é de Willians!!!

2) Star Wars, Uma Nova Esperança: Se eu não tinha dúvida de quais eram as duas melhores trilhas para esta lista, confesso que passei um bom tempo pensando quem ficaria com a medalha de prata. E a escolhida foi Star Wars por um motivo simples: a série criada por George Lucas é espetacular em todos os sentidos. E por mais brilhante que seja a música, ela não supera outros elementos da história, como as referências mitológicas, as personagens e armas fantásticas. De qualquer forma, ouvir a música, executada pelo orquestra sinfônica de Londres, logo após o “A Long Time Ago in a Galaxy Far, Far Away…”, é de arrepiar. Em tempo: quem apresentou John Willians para Lucas foi Spielberg.

1) Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida: No final dos anos 70 e início dos 80, a dupla Steven Spielberg e George Lucas começava a dar as cartas no cinema norte-americano. Aqui, eles trabalham juntos, o primeiro como diretor e o segundo na produção. Mais uma vez, John Willians é responsável pela trilha, e realiza um trabalho matador. É praticamente impossível dissociar a imagem de Indiana Jones da magnífica canção-tema. Assim como não dá para ouví-la sem se lembrar das empolgantes aventuras do arqueólogo bom de briga e fã de confusão. O final de “Indiana Jones e a Última Cruzada” é um bom exemplo de porque este tema é inesquecível.

Evidentemente, há outros filmes com canções tão importantes quanto. E muita gente vai lembrar de alguns ótimos exemplares, como “Golpe de Mestre”, “Star Trek”, “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, “De Volta para o Futuro” e tantos outros.

Menor, mas ainda assim superior

junho 12, 2009

Quando “O ano em que meus pais saíram de férias” chegou aos cinemas, a crítica encheu a película de elogios. De fato, estávamos diante de um dos melhores, se não o melhor filme nacional dos últimos anos. A unanimidade foi tão grande que, em dado momento, faltaram adjetivos originais para classificar a obra. Foi então que alguém se saiu com uma tirada genial: “É tão bom que parece filme argentino”.

De fato, há muito tempo não se vê uma série de filmes tão bons vindos de um mesmo lugar. A diferença entre os filmes brasileiros é gritante, e não se trata de aspectos técnicos, já que o cinema tupiniquim evoluiu consideravelmente neste quesito. Mas as histórias e a forma com que elas são contadas pelos argentinos são mesmo muito superiores. Mesmo nos filmes menores.

Um bom exemplo está em “A Janela”, de Carlos Sorín, ainda em cartaz nos cinemas de São Paulo. A história do filme é a mais singela possível. Um escritor octogenário, bastante doente, aguarda em seu sítio na Patagônia a visita do filho, um pianista de fama na Europa. Enquanto espera, tenta se lembro do rosto de uma moça, que apareceu em um sonho. Só isso. Mais nada.

Mesmo com tão pouco, Sorín consegue cativar. As paisagens repetitivas e melancólicas da patagônia ganham força e beleza à medida em que ela se integra com a história dos personagens, igualmente melancólicas e que também parecem ganhar peso, assim como outro filme seu: “Histórias Mínimas”, cujo nome diz tudo.

“A Janela” não tem aquela dramaticidade pentelha dos filmes brasileiros e nem aquelas simbologias chatinhas de filmes iranianos. E foge da cabecice de alguns filmes europeus e asiáticos. Mesmo não sendo um dos grandes filmes platinos, consegue cativar com uma boa história, boas idéias e uma singular dose de simplicidade.

A realidade como em um sonho (ou pesadelo)

abril 27, 2009

Assistir a filmes dirigidos e produzidos por israelenses e palestinos é uma experiência interessante. Não só pela oportunidade de conhecer linguagens de uma cinematografia diferente, mas também para conhecer abordagens diferentes do complicado conflito árabe-israelense (os descolados assistem para dizer que “desprezam os enlatados” ou alguma bobagem do tipo).

 

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Assim é com os filmes do Amos Gitai ou experiências bacanas como “Paradise Now”. O mesmo se aplica a “Valsa com Bashir”, excelente animação do israelense Ari Folman. A obra chama a atenção pela forma como aborda a terrível invasão do Líbano, ocorrida no início dos anos 80. Em primeiro lugar, ao optar pela animação, e em segundo por dar a ela um tom de documentário, inclusive com depoimentos incluídos durante o filme.

O filme conta a história de um diretor de cinema que combateu no Líbano e, em dado momento, se vê angustiado com a falta de lembranças sobre eventos da guerra. Para recuperá-las, passa a procurar antigos colegas do front e, à medida que vai retomando lembranças, descobre porque a sua mente lhe pregou uma peça.

 

1A obra é permeada por depoimentos, lembranças difusas e alucinações. E em cada uma delas salta aos olhos a qualidade visual, enquadramentos e foco, tratados em dados momentos como se fosse um filme convencional, em outros com a velocidade e colorido próprios de uma animação.

“Valsa com Bashir” vale ainda para analisar o conflito visto do lado israelense. Ou melhor: dos vários lados, uma vez que o velho maniqueísmo “bem contra o mal” vai por terra a cada segundo.

Cerro Corá, Cero Corrá…

abril 17, 2009

Esqueça “Minha Amada Imortal”. Se você quer conhecer mais a fundo a vida e obra de Beethoven (o compositor, não o cachorro), de uma forma hilária, dê uma passadinha no blógui Wagner e Beethoven. Com imagens dos dois grandes compositores travando diálogos impagáveis, você vai se inteirar não só sobre a música erudita ocidental como também vai saber tudo sobre a Operação Valquíria, a crise econômica mundial, a contratação de Ronaldo pelo Corinthians e quais os assuntos da moda nos bares da Vila Madalena.

O blógui, obra de um cristão identificado apenas como Mauro A., representa uma bela lufada de ar em uma blogosfera que carecia de um tipo de humor diferente, que não apenas seguisse fórmulas já consagradas.

Tá esperando o quê? Dê uma passadinha lá:

http://www.apostos.com/wagnerebeethoven/

 Se quiser ver postagens mais antigas, apareça aqui

http://wagnerebeethoven.blogspot.com/