Posts Tagged ‘Corinthians’

Querem enganar a quem?

novembro 30, 2009

É impressão minha ou todo mundo pirou? Sim, porque nos meus constantes arroubos de otimismo, prefiro achar que caiu um parafuso da cabeça de cada indivíduo deste Brasil varonil do que achar que a hipocrisia virou epidemia ainda mais contagiosa e mortal que a dengue e a gripe suína juntas. E como não podia deixar de ser, eis que o esporte segue sendo contaminado por defensores da moral e dos bons costumes.

A primeira vítima da onda moralista foi o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo. Nos últimos dias ele foi enxovalhado pela imprensa esportiva por conta de um vídeo que vazou na internet, em que ele usa a frase “Vamos matar os bambis” em um evento da Mancha (Alvi)Verde. Claro, os arautos da ética já falaram que Belluzzo, logo ele, estava pregando a violência contra a torcida do São Paulo.

Na verdade, a alusão era apenas futebolística (na ocasião, o Palmeiras era líder isolado e o São Paulo tinha acabado de perder partida importante). Qualquer idiota sem más intenções perceberia que Belluzzo comemorava o fato de o Palmeiras estar muito perto do título àquele momento. Ah, mas usar a expressão “matar” é feio, incita a violência. Tá bom, cara pálida, então o que me diz de a própria imprensa esportiva utilizar as expressões “artilheiro” e “matador” há décadas para falar de jogadores que marcam muitos gols?

Evidentemente, os palmeirenses ficaram putos com a hipocrisia dos jornalistas. Mas infelizmente sofrem do mesmo mal. Ontem, vários ficaram putos pelo fato de o Corinthians ter “entregado” o jogo ao Flamengo. Ora, pílulas: se o Corinthians vencesse o Flamengo, deixaria São Paulo ou Palmeiras, seus maiores rivais, com chances enormes de ficar com o título brasileiro. Que reação vocês esperariam dos gambás? Será que, se estivéssemos no lugar deles, não faríamos o mesmo? Duvido muito que não.

Faço um paralelo com o comportamento dos torcedores do Internacional. Estes estão conformados com a perda do título. Afinal, eles precisam vencer e torcer para que o GRÊMIO vença o Flamengo no Maracanã. Quase impossível, não? E os colorados nem reclamam, certamente porque sabem que, se a situação fosse inversa, o Inter jamais se esforçaria para ganhar um jogo e dar o título ao maior rival.

Se tal atitude é condenável, e não deixa ser mesmo, são outros quinhentos. Agora, brincar de indignado a esta hora me deixa com muito mais asco que a atitude do Corinthians.

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Dois pesos e duas medidas

maio 11, 2009

É com uma dose cavalar de vergonha que admito: minha formação como “consumidor” do jornalismo esportivo (e aspirante a uma vaguinha nessa seara) teve como alicerce as colunas de Juca Kfouri. Seus textos virulentos contra a bagunça do calendário brasileiro e as práticas nocivas dos dirigentes me cativavam e eu, na minha gigantesca ingenuidade, acreditava que estava diante de um arauto da ética.

Anos depois, algumas de suas campanhas por mudanças no futebol brasileiro se tornaram realidade, mas não surtiram o efeito esperado: vide a extinção da lei do passe e o Campeonato Brasileiro de pontos corridos. O ídolo ainda estava calçado, mas o barro já aparecia em seu pés.

Nos últimos anos, porém, a verdade surgiu à tona: JK nada mais é que um jornalista cheio de pecados. O primeiro deles é viver fazendo média com seus leitores: elogia e critica apenas unanimidades, não tem coragem para colocar opiniões discordantes ou desafiar o senso comum.

Seu segundo grande defeito é a incrível mania de perseguir, de forma desmedida, seus desafetos. O problema é que muitas vezes acaba atingindo instituições que nada têm a ver com suas inimizades. O caso clássico foi chamar a diretoria do Palmeiras de trouxa por ter contratado seu antagonista, Vanderlei Luxemburgo. Anos antes, os dirigentes do Santos passaram pelo mesmo problema.

Mas o ídolo JK mostrou mesmo seus pés de barro quando seu time, o Corinthians, se sagrou campeão paulista invicto, há algumas semanas: exaltou o Campeonato Paulista como se fosse o maior dos campeonatos, depois de passar o ano inteiro chamando a competição de “Paulistinha”, de forma claramente pejorativa. Aliás, há anos ele faz campanha pela extinção dos estaduais. Alguns exemplos exigem comprovação. Basta ir em seu blógui e checar.

Dia 21 de abril, coluna “O Verdão vive!”

O Palmeiras vive e decide sua vida na quarta-feira que vem, em Santiago, diante do Colo-Colo.

Já imaginou se tivesse o Corinthians, em Presidente Prudente, ou o São Paulo, no Morumbi, pela frente no domingo?

Bem aventurada desclassificação do Paulistinha!

 No mesmo dia, coluna “Ah, os estaduais…”

A média de público do Paulistinha, antes dos jogos decisivos, é de apenas 5722 pagantes por jogo.

"Agora sim, é Paulistão!!"Mas veio o título do Corinthians. E tudo mudou. No dia 4 de maio, JK reproduz em seu blog a coluna que publicara na Folha de S. Paulo, com o sugestivo e batido título “O Campeão dos Campeões”. Ali, ele não ousa utilizar a expressão “Paulistão”, mas o conteúdo entrega a intenção.

O 26º título estadual do Corinthians valeria tanto quanto o 25º, o 24º, o 23º etc, ou seja, todos aqueles posteriores aos anos 80, quando esses títulos já não valiam quase nada e receberam, aqui, o apelido de Paulistinha.

Mas, de fato, este valeu mais.

Pelo simples motivo de ter reintroduzido o Corinthians no rol dos grandes, depois do vexame da Segunda Divisão.

Sim, porque o título veio numa competição em que estavam dois times paulistanos que estão na Libertadores, um deles, o São Paulo, o atual campeão Brasileiro. Que o Corinthians, inclusive, derrotou duas vezes, em casa e fora.

O curioso é que ele só se deu conta de que o Paulista contava com dois times que estão na Libertadores após o título corintiano. Antes disso, ele dizia justamente o contrário: que o campeonato ficava esvaziado porque dois dos postulantes ao título – São Paulo e Palmeiras – estariam mais preocupados em disputar a competição continental.

Para tentar ocultar sua parcialidade, JK diz em outra postagem que o título deste ano foi menor em comparação aos títulos estaduais que o Corinthians faturou em 1922, 1954, 1977 e o bi de 1982/83. Quem conhece um pouco de futebol sabe que esses são títulos antológicos, com um peso até maior que os títulos Brasileiros que o Corinthians conquistou. Se o campeão fosse o Santos, por exemplo, esse título também seria menor que os conquistados pelo Peixe em 1935, 1955, 1978 e 1984.

O barro invadiu as redações. E impregnou a tela dos computadores. Cuidado, leitor”!!!!!

Da série: “Grandes momentos do jornalismo esportivo”

janeiro 22, 2009

As notícias esportivas em Mogi das Cruzes e região são ótimas para desopilar o fígado. Principalmente quando se trata de bolas fora. Essa aí de baixo, então, é antológica:

 

No último dia 20 foi publicada a notícia de que o principal clube profissional da cidade, o União Mogi, contratou Tupãzinho, ex-Corinthians. E dá-lhe foto de arquivo do jogador, ainda defendendo o Corinthians.

 

 

Aprende a fazer circulo, cacilda!!!

 

Pois bem: no dia seguinte, chega o tal Tupãzinho. Mas não era aquele que todos pensavam. Não era o atacante que marcou o gol do título brasileiro de 1990. Era um zé ruela qualquer. Até porque o Tupãzinho famoso encerrou a carreira em 2001.

Checar informação, pra quê, né?